Ana is leaving China.

I feel all of my friends know about my story about being scammed in China, how the trip to the place I dreamed of for so many years was turned into a nightmare. Some may even be tired of hearing about it. But it changed my life, and it also was the reason that allowed me to be where I am right now. Continue reading “Ana is leaving China.”

As Políticas Migratórias – Fischer, Hamidi.

Fischer, N., Hamidi, C. (2016) Les Politiques Migratoires. La Découverte. Paris.


Houve um incremento do número de migrações internacionais à partir dos anos 80, os autores apontam que, em 1975 os números passaram de 77 a 220 milhões de pessoas em 2017 (p.3). Em contrapartida, até os anos 90, as análises antropológicas, sociológicas, e geográficas sobre tal fenômeno costumavam focar sobre a migração de trabalho e processos de assimilação da população, assim como fatores de oferta e demanda (push/pull)(p.4).

Atualmente há uma mudança para que se compreenda o que Fischer e Hamidi chamam de plasticidade das redes: As ações migratórias são transversais, incorporando diversos setores da ação pública, Hammar (1985: 454[1]) é citado em sua definição de que a elas são união de políticas, atores e de instituições que regem a admissão e a integração de migrantes estrangeiros no país de acolha. Afinal, apontam os autores, são os estados que definem a migração como fenômeno jurídico ao categorizar migrantes como (cidadãos) nacionais e não nacionais (p.5). Continue reading “As Políticas Migratórias – Fischer, Hamidi.”

Síntese de mitos e simbolismo

Enquanto humanos, somos frutos do nosso meio social, nossas interações acabam por ditar nossas expectativas e criar impressões em nosso imaginário coletivo. Tribologia,  o estudo dos atritos, pode ser reaproveitado num contexto de ciências humanas, ele pode nos servir para que analisemos nossas interações sociais, nossos contatos, pois é a partir deles que formamos e transformamos os nossos sistemas simbólicos e nossos mitos. Continue reading “Síntese de mitos e simbolismo”

1. Busca de documentos no Brasil

A minha busca pelos documentos da cidadania italiana começou em 2014, meus planos de permanecer na China por um longo tempo haviam sido frustrados, e minha experiência como turista na Europa havia sido muito positiva, então pensei em redirecionar meus esforços para buscar reconhecer um direito que, até então, eu não estava seguro de poder obter. Continue reading “1. Busca de documentos no Brasil”

5. Recusa administrativa

Após um mês a funcionária consular entrou em contato comigo, ela me perguntou onde eu vivera legalmente durante a minha vida; supus que fosse para o pedido de Não Renúncia. Eu lhe disse então que na França, sob a jurisdição do consulado italiano de Paris, e no Brasil sob a jurisdição do consulado italiano de Curitiba. Ela então me agradeceu pelas informações e desligou. Eu me empolguei, pois achei que o processo já estava para terminar. Continue reading “5. Recusa administrativa”

6. Recuperando os documentos após a recusa

Após a resposta negativa do consulado eu me senti totalmente sem rumo, mas eu estava na Irlanda, então não havia nada que eu pudesse fazer. Eu respondi à funcionária se eu poderia recuperar meus documentos do processo, e ela me disse que sim. Marcamos um horário para o final de dezembro, quando eu já houvesse retornado à Bélgica, ela também me disse que me daria o decreto da decisão consular, a versão oficial do que me disseram por e-mail.  Continue reading “6. Recuperando os documentos após a recusa”

7. Entrada no processo judicial

Dezembro acabou e eu tinha meus documentos em mãos, não sabia bem o que fazer, então conversei com uma conhecida no Facebook que está em todos os grupos de cidadania que conheço. Ela então me disse para entrar no grupo Cidadania Italiana – Judicial. Ao entrar eu li a postagem fixa deles para entender como funcionava o processo e quais eram as informações que tinham. Procurei também por casos parecidos ao meu, mas não encontrei nada conclusivo.  Continue reading “7. Entrada no processo judicial”

9. Cidadania italiana por eleição?

Quando meu processo administrativo foi negado eu achei que me seria o final da linha, mesmo com a funcionária consular dizendo-me que eu poderia tentar judicialmente, eu me lembro de ler alguns artigos sobre a cidadania por eleição, mas se eu seguisse apenas o que diziam, eu então teria que me conformar em ter perdido o direito: 

“Se o genitor que transmite a cidadania para a próxima pessoa da linhagem já está falecido, infelizmente ela e todos os descendentes dela não têm mais direito ao reconhecimento da cidadania italiana.” (Bottacin, W. 2016)

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